A 60.ª edição do Festival de Sintra arranca já no dia 11 de junho, pelas 19h30, com um concerto inaugural no Palácio Nacional de Sintra, protagonizado pelo pianista Alexandre Tharaud, uma das figuras mais destacadas da cena musical internacional. Sob a direção artística do maestro Martim Sousa Tavares, de 11 a 21 de junho, o público é convidado a descobrir um programa que combina tradição e inovação, em palcos de exceção como o Palácio Nacional de Sintra, o Palácio Nacional de Queluz e a Serra de Sintra.
Para assinalar o arranque desta edição comemorativa, o destaque vai para o pianista Alexandre Tharaud, que apresenta um programa dedicado à tradição francesa, cruzando a elegância barroca de Rameau com o lirismo de Bizet e Jacques Brel, num percurso que atravessa três séculos de criação musical. Antes deste universo francês, o pianista abre a noite com uma das obras mais célebres do repertório pianístico, a imortal “Alla Turca”, de Mozart.
Com uma discografia de mais de 25 discos a solo, a maioria dos quais galardoada com os principais prémios da crítica musical, Alexandre Tharaud apresenta um repertório que abrange desde Couperin, Bach e Scarlatti, passando por Mozart, Beethoven, Schubert, Chopin, Brahms e Rachmaninov, até aos grandes compositores franceses do século XX. A amplitude das suas iniciativas artísticas reflete-se também em colaborações com encenadores, bailarinos, coreógrafos, escritores e cineastas, bem como com cantautores e músicos fora do âmbito da música clássica.
Entre os destaques do festival, o Duelo de Pianistas, no dia 17 de junho no Centro Cultural Olga Cadaval, põe em evidência os dotes dos virtuosos pianistas Frank Dupree e Yeol Eum Son, enfrentando-se num “mano a mano”.
O Duelo de Pianistas do Festival de Sintra é um acontecimento que já dispensa apresentações. Os melómanos sabem que nestas noites podem esperar o inesperado, segundo as regras onde a decisão final cabe ao público na sala. Na edição de 2026, o Festival de Sintra promove o encontro de dois virtuosos cujo percurso ímpar fala por si: Frank Dupree e Yeol Eum Son.
Procurados pelas principais salas de concerto do mundo, esta noite estão ambos sentados ao mesmo piano, a tocar alternadamente para arrebatar o aplauso do público sintrense.
Desta vez, o Duelo de Pianistas decorre no palco principal do Centro Cultural Olga Cadaval, dispondo o público a 360º em redor dos artistas, formando uma verdadeira arena para a música e a beleza. O programa será anunciado pelos solistas e as regras do serão anunciadas a todos os presentes antes de dar início ao duelo.
No dia 20 de junho, o Centro Cultural Olga Cadaval recebe o “Concerto de estrelas”, com a Mahler Chamber Orchestra, Daniel Harding e Håkan Hardenberger, num encontro que muito promete para os amantes da música erudita.
“Compromisso firme com a cultura”
Com seis décadas de existência, o Festival de Sintra, o mais antigo do género em Portugal, volta a afirmar‑se como referência da música erudita, reunindo grandes intérpretes internacionais e talentos nacionais emergentes.
O presidente da Câmara Municipal de Sintra, Marco Almeida, sublinha que esta iniciativa cultural, que celebra a sua 60ª edição, “reafirma uma história construída ao longo de décadas e a capacidade de se reinventar continuamente”.
Par o autarca, estas “bodas de diamante” simbolizam “um compromisso firme com a cultura, a música e o património singular que transforma Sintra num palco incomparável. Ao longo dos anos, o festival consolidou-se como um encontro privilegiado entre a excelência artística e a beleza dos espaços históricos e naturais do nosso concelho. A música ganha novas dimensões ao ressoar em palácios, igrejas, auditórios e paisagens que definem a identidade Sintrense, e a edição deste ano reforça essa visão”.
A programação reúne artistas consagrados de renome internacional e jovens talentos emergentes, promovendo um diálogo entre experiência e inovação. A diversidade de propostas inclui recitais intimistas, grandes concertos sinfónicos e formatos inesperados, como caminhadas-concerto ao nascer do sol. Esta edição destaca ainda a forte presença de orquestras e a aposta em cruzamentos artísticos que desafiam fronteiras e estimulam a descoberta. Mantém-se viva a tradição, mas com um olhar voltado para o futuro, abrindo espaço a novas linguagens, novos públicos e novas formas de viver a música.
“Mais do que um evento, o festival é um convite a habitar Sintra plenamente, sentindo a harmonia entre som, paisagem, criação artística e património”, reforça a organização.
Sob a direção artística do maestro Martim Sousa Tavares, de 11 a 21 de junho, o público é convidado a descobrir um programa que combina tradição e inovação, em palcos de exceção como o Palácio Nacional de Sintra, o Palácio Nacional de Queluz e a Serra de Sintra.












