Sapadores de Lisboa partem hoje para a Venezuela

Uma equipa de 15 elementos do Regimento de Sapadores Bombeiros de Lisboa (RSB) parte hoje para a Venezuela para apoiar o país na sequência dos sismos registados no dia 24 de junho, integrando uma força nacional conjunta constituída por 60 operacionais, numa missão especializada no resgate em estruturas colapsadas. A missão portuguesa é composta por 15 elementos dos Sapadores Bombeiros de Lisboa, 27 operacionais da GNR, 11 elementos da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil e 10 operacionais do INEM.

O tenente-coronel Carlos Pereira, segundo-comandante do RSB, lidera a equipa, desempenhando igualmente funções de engenheiro civil para a avaliação das estruturas.

“Já por diversas vezes afirmei que Lisboa tem dos melhores bombeiros do mundo e nunca é demais repeti-lo. É com orgulho que vejo os nossos bombeiros partirem, uma vez mais, com o elevado sentido de missão a que há muito nos habituaram, para apoiar a população da Venezuela nesta hora difícil”, afirma o presidente da Câmara Municipal de Lisboa.

“Desejo-lhes um bom trabalho nesta missão exigente e agradeço a sua coragem, o seu serviço e o seu sacrifício”, acrescenta Carlos Moedas, expressando também “a solidariedade de Lisboa para com o povo da Venezuela”.

De referir que os elementos do RSB destacados para a missão de busca e resgate de vítimas na Venezuela têm experiência em cenários de catástrofe como o que vão encontrar, tendo feito parte da equipa que integrou a força nacional que esteve, em 2023, na Turquia, após os sismos que causaram milhares de vítimas mortais. Entre os elementos que acumulam essa experiência e que agora seguem para esta missão está o adjunto técnico do RSB, Pedro Sousa, responsável pelo planeamento e gestão da equipa no terreno.

Além dos 15 elementos do RSB, a equipa portuguesa que parte para a Venezuela durante a tarde em aviões da Força Aérea é composta por 27 operacionais da GNR, 11 elementos da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) e sete elementos do INEM.

Segundo os responsáveis da missão, está previsto permanecerem 10 dias em solo venezuelano.

Comunicações de e para a Venezuela sem custos na rede Vodafone

Em comunicado, a companhia de telecomunicações Vodafone anuncia que isentou de custos, por um período de sete dias, as comunicações (chamadas e SMS) realizadas a partir da sua rede em Portugal e que tenham como destino números, fixos e móveis, na Venezuela. Adicionalmente, deixam também de ser taxadas as comunicações de clientes Vodafone realizadas em roaming na Venezuela para qualquer destino, incluindo dados, chamadas e SMS.

A medida, tomada na sequência dos sismos ocorridos na noite de quarta-feira, “visa facilitar o contacto entre familiares e amigos que vivem em Portugal e a vasta comunidade portuguesa residente na Venezuela”, justifica a Vodafone.

Desta forma, a multinacional britânica junta-se aos esforços desenvolvidos no país e a nível internacional para ajudar a minorar, na medida do possível, os efeitos deste fenómeno natural.

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