Oito anos depois, a Marcha de Alfama voltou a vencer a competição mais aguardada por todos os lisboetas. Vencedora do desfile na Avenida, Alfama voltou a reinar na cidade de Lisboa. O “OL” transmitiu em direto os três dias de festa e reforçou a sua notoriedade junto das gentes lisboetas. Foram mais de 1,1 milhões de pessoas que seguiram as Marchas de 2026 através das transmissões realizadas pela nossa equipa.
O encerramento das Festas de Lisboa ocorreu na noite de ontem, dia 26 de junho, nos jardins da Torre de Belém. Matias Damásio e convidados encheram o palco para fazer o fecho do grande evento da capital, numa noite de festa e emoções fortes.
As Festas de Lisboa fecharam com chave de ouro, com um deslumbrante espetáculo de fogo de artifício, que durante largos minutos deu luz e cor à Torre de Belém, numa despedida emocionante.
Num ano em que as Marchas Populares de Lisboa movimentaram mais de dois milhares de participantes, o “Olhares de Lisboa” já fez um balanço da nossa participação nas Festas. O “OL” afirmou-se com um dos canais de comunicação mais procurados pelo público dos quatro cantos do país e do estrangeiro.
Segundo os dados oficiais de canais de “mass media” a que o “OL” teve acesso, como o Facebook e o Instagram, no fim de semana de 29 e 30 de maio as transmissões em direto realizadas pelo “OL” a partir do Pavilhão Meo Arena somaram 824 mil visualizações na página do Facebook e 288 mil no Instagram, totalizando mais 1,1 milhões de visualizações.
As transmissões dos desfiles das Marchas no Pavilhão, realizadas pela nossa equipa de filmagens, obtiveram mais de 3200 reações (gostos) no dia 29 de maio, tendo obtido aproximadamente o mesmo número de reações — 3117 reações – no dia 30 de maio; tendo suscitado os comentários de 1400 pessoas e mais de 1600 nos dias 29 e 30, respetivamente. À medida que os desfiles iam decorrendo, os lisboetas inundariam as redes sociais do “OL” com centenas de mensagens de apoio, e de orgulho bairrista, às Marchas do seu coração.
Destacou-se, por exemplo, a mensagem de um apoiante da Marcha da Ajuda, que dizia que “a gente pode sair do bairro, mas o bairrismo nunca sai da gente”, num misto de orgulho, de reconhecimento eterno, e de saudade dos territórios onde cada um dos cidadãos se sente mais lisboeta, mesmo aqueles que já não moram nos bairros, na cidade, no país.
Sublinhe-se que os fiéis seguidores do “OL”, partilharam massivamente nas sua redes sociais as nossas filmagens, repartindo com os respetivos seguidores e amigos reais e virtuais o trabalho do “OL” por 1230 ocasiões.
Refira-se ainda que, das 288 mil visualizações do “OL” obtidas no Instagram, uma parte significativa deste registo foi obtido durante o desfile da Avenida da Liberdade, no dia 12 de junho, que foi também transmitido em direto pela RTP, pondo em evidência que muitos preferiram acompanharam a “grande noite do ano” em Lisboa pelos canais do “OL”.
Alfama voltou a reinar em Lisboa
Recapitulando os resultados, a Marcha de Alfama sagrou-se com a grande vencedora da noite, voltando a vencer um certame que lhe escapava há oito anos. A Marcha de Alcântara ficou em segundo lugar e a Marcha da Madragoa em terceiro.
“Se o bairro perde a chama, a Marcha devolve a Alfama o sonho e a tradição”. Assim se ouviu cantar na Avenida da Liberdade. E o sonho concretizou-se. A Marcha de Alfama voltou a vencer o concurso das Marchas Populares de Lisboa, com o tema “Os santos devem estar loucos”, com letra da consagrada poetiza e editora Maria do Rosário Pedreira e música e arranjos de Carlos Dionísio. A letra retrata o contraste entre a tradição da Marcha e as mudanças sentidas no bairro.
Os cauteleiros, a calçada portuguesa, Ulisses e Ophiussa e o beijinho português foram alguns dos temas escolhidos pelas Marchas que trouxeram para a Avenida as suas histórias, transformadas em música e coreografia.
Segundo os dados da EGEAC, entre marchantes, padrinhos e madrinhas, ensaiadores e elementos da organização, foram cerca de 2000 os participantes numa noite com milhares de espectadores.
A Associação Geral Desportiva de Macau Lo Leong abriu o desfile com A Dança do Dragão e dos Leões Dourados, partilhando com a cidade esta milenar tradição folclórica chinesa.
Ainda antes das Marchas a concurso, desfilaram a Marcha Infantil das Escolas de Lisboa, a Marcha Infantil A Voz do Operário, a Marcha dos Mercados e da Marcha Santa Casa.
Este ano, as 20 Marchas em competição foram avaliadas por um júri presidido por Vítor Agostinho e composto por Bruno Cochat (coreografia), Hélder Freire Costa (cenografia), José António Tenente (figurino), Maria Inês Almeida (letra), Osvaldo Ferreira (música), e Leonor Padinha (representante da EGEAC).
A classificação final do Concurso das Marchas Populares de Lisboa 2026 saldou-se com a vitória da Marcha de Alfama, que foi vencedora do prémio de Melhor Marcha na Avenida, 2.º Marcha de Alcântara, 3.º Marcha da Madragoa, 4.º Marcha da Graça, 5.º Marcha do Bairro Alto, 6.º Marcha do Beato e Marcha da Bica (ex-aequo).
Em 8.º, Marcha de Carnide e Marcha dos Olivais (ex-aequo), 10.º Marcha da Mouraria, 11.º Marcha do Alto do Pina, 12.º Marcha de Marvila e Marcha da Penha de França (ex-aequo), 14.º Marcha de Benfica, 15.º Marcha de São Vicente, 16.º Marcha de São Domingos de Benfica, 17.º Marcha da Bela Flor Campolide, 18.º Marcha do Bairro da Boavista e Marcha do Castelo (ex-aequo), 20.º Marcha da Ajuda
Classificações especiais
Melhor Coreografia: Marcha de Alfama e Marcha da Madragoa Melhor Cenografia: Marcha de Alcântara Melhor Figurino: Marcha de Alcântara e Marcha da Bica Melhor Letra: Marcha de Alcântara, Marcha de Alfama, Marcha da Graça e Marcha dos Olivais Melhor Musicalidade: Marcha do Alto do Pina e Marcha de Alfama Melhor Composição Original: “Os Santos devem estar loucos”, Marcha de Alfama; Na Graça “o 13 é sorte”, Marcha da Graça; “À moda de Alcântara”, Marcha de Alcântara, Melhor Desfile na Avenida: Marcha de Alfama.
Recorde-se que, segundo o regulamento, as Marchas que ficaram classificadas até ao 17º lugar da competição têm entrada direta no concurso de Marchas 2027. As Marchas abaixo do 17º classificado — 18, 19 e 20ª, no caso, as Marcas da Bela Flor Campolide, Bairro da Boavista, Castelo e Ajuda — formam o grupo, que se junta a Santa Engrácia, Alvalade, Campo de Ourique, Baixa, Lumiar e Belém, e que vai integrar o sorteio para escolher as três que irão participar na edição do próximo ano.
Dado o sucesso das transmissões do “OL”, aproveitamos para agradecer encarecidamente a todos aqueles leitores e seguidores que nos ajudaram a consolidar a nossa notoriedade na grande Festa de Lisboa.
Bem-haja!


