O Metro de Lisboa colocou em funcionamento, no dia 27 de julho, os novos elevadores nas estações Martim Moniz e Intendente, reforçando as condições de acessibilidade da rede e proporcionando maior mobilidade, conforto e autonomia a todos os seus clientes.
Na estação Martim Moniz entraram em funcionamento dois novos elevadores de acesso direto exterior/cais/exterior, enquanto a estação Intendente passou a dispor de três novos equipamentos. Estas intervenções asseguram percursos integralmente acessíveis entre a superfície, os átrios e os cais de embarque, beneficiando pessoas com mobilidade condicionada, utilizadores de cadeira de rodas, pessoas idosas, famílias com carrinhos de bebé e clientes com bagagem.
A entrada em funcionamento dos novos equipamentos foi assinalada com uma visita institucional promovida pelo Conselho de Administração do Metropolitano de Lisboa, que contou com a presença do Vice-Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Gonçalo Reis, da Presidente da Junta de Freguesia de Santa Maria Maior, Maria João Correia, e do Presidente da Junta de Freguesia de Arroios, João Jaime Pires.
Desde 2018, o Metropolitano de Lisboa instalou ou substituiu 42 elevadores em 15 estações, no âmbito do Plano Nacional para a Promoção da Acessibilidade. A modernização da rede tem sido realizada de forma progressiva, com equipamentos novos nas estações Roma (2019), Colégio Militar/Luz, Rato e Areeiro (2020), Arroios (2021), Cidade Universitária e Entre Campos (2022), Baixa-Chiado, Campo Grande e Alameda (2024), Campo Pequeno e Picoas (2025), e em 2026 nas estações Intendente, Martim Moniz e Praça de Espanha, cuja abertura se prevê até ao final de agosto.
Além dos elevadores, foram instaladas ou substituídas 35 escadas mecânicas e tapetes rolantes, reforçando as condições de circulação, conforto e acessibilidade em toda a rede. Em 2026, o Metropolitano de Lisboa tem vindo a reforçar a manutenção de todos os equipamentos mecânicos.
Com a conclusão das intervenções em Martim Moniz e Intendente, o Metro de Lisboa dispõe agora de 47 das 56 estações com acessibilidade plena, correspondendo a 84% do total da rede.
Atualmente, a rede integra 372 acessos mecânicos, dos quais 128 elevadores, 234 escadas mecânicas e 10 tapetes rolantes. Este parque extenso e tecnologicamente diversificado está instalado numa infraestrutura com diferentes períodos de construção e níveis de utilização.
Os encargos com a manutenção dos equipamentos mecânicos ascenderam a cerca de 1,14 milhões de euros em 2024, aumentando para aproximadamente 1,23 milhões de euros em 2025. Entre janeiro e maio de 2026, o investimento nesta área totalizou cerca de 577 mil euros.
Em maio de 2026, entrou em vigor um novo modelo piloto de manutenção das escadas mecânicas das estações Baixa-Chiado e Aeroporto, com um contrato válido até 2030 e um valor global de cerca de seis milhões de euros. Este modelo prevê um piquete técnico disponível 24 horas por dia, sete dias por semana, com o objetivo de reduzir os tempos de indisponibilidade e reforçar a fiabilidade dos equipamentos.
Os dados reportados a 10 de julho confirmam uma melhoria significativa da disponibilidade dos equipamentos mecânicos. Desde o final de janeiro, a taxa de indisponibilidade dos elevadores foi reduzida de cerca de 33% para aproximadamente 17%, enquanto nas escadas mecânicas diminuiu de cerca de 15% para 8%.
O Metropolitano de Lisboa afirmou que vai prosseguir o investimento na adaptação das estações mais antigas, na substituição de equipamentos em fim de vida e no reforço dos modelos de manutenção, “contribuindo para uma rede progressivamente mais acessível, fiável e inclusiva”.







