A Câmara Municipal de Lisboa promoveu hoje, no Centro de Interpretação de Monsanto, a iniciativa “Lisboa com Pulmão”, que teve no seu epicentro a prevenção e diagnóstico precoce de doenças respiratórias, com rastreios e atividades de promoção da saúde respiratória para a população. A partir do “pulmão verde” da capital, Carlos Moedas anunciou que, em 2027, o Município vai promover rastreios gratuitos ao cancro do pulmão, estando também em perspetiva a promoção futura de rastreios do cancro do cólon.
Sob o mote “Conhece. Previne. Cuida”, o evento, de entrada livre, reuniu centenas de pessoas e incluiu rastreios gratuitos à doença pulmonar obstrutiva crónica, aconselhamento para a cessação tabágica, conversas com especialistas e atividades de literacia em saúde.
Na sessão de abertura, o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Moedas, defendeu que a prevenção deve estar mais próxima das pessoas e destacou o papel das estruturas locais na concretização das respostas de saúde: “Estes rastreios só podem funcionar se as freguesias estiverem na linha da frente”, afirmou, dirigindo-se aos presidentes das juntas de freguesia presentes na iniciativa, considerando-os como “a linha da frente” das campanhas de prevenção. “Estes rastreios só podem funcionar se as freguesias estiverem nessa linha da frente”, reiterou.
A escolha de Monsanto, de acordo com a organização, permite associar a saúde respiratória à qualidade dos espaços urbanos e ao papel dos espaços verdes na qualidade de vida da população.
Carlos Moedas enquadrou a iniciativa numa estratégia municipal de proximidade na área da saúde e recordou a colaboração da autarquia com o Serviço Nacional de Saúde e outras entidades. “O mais importante hoje, num país, é realmente o seu Estado Social”, afirmou, defendendo que a intervenção municipal deve funcionar como complemento à resposta nacional.
Para ilustrar o seu apoio ao Estado Social, o autarca lembrou o trabalho da Câmara Municipal na constituição de “um Estado Social Local”, como forma de complementar o próprio Estado Social do Estado, porque os países que não têm Estado Social, “tornam-se países em que a fricção social passa a ser a regra”, disse, acrescentando que “o presidente da Câmara de Lisboa levanta-se de manhã a pensar no Estado Social da sua cidade. Como é que pode ajudar as pessoas? É esse aquilo que é o nosso maior objetivo”.
Carlos Moedas sublinhou que, nestes 5 anos de governação da Câmara, já construiu seis centros de saúde, estando outros três em construção. E anunciou que o Centro de Saúde de Ribeira Nova, na Freguesia da Misericórdia, já está pronto para abrir portas, mas ainda não há data para a inauguração.
A partir de janeiro de 2027, a cidade poderá avançar com rastreios gratuitos ao cancro do pulmão, em articulação com as entidades de saúde e as freguesias, afirmou Carlos Moedas, numa intervenção mais ampla sobre a prevenção e o diagnóstico precoce das doenças respiratórias.
A iniciativa “Lisboa com Pulmão”, contou também com a presença da vereadora Ana Simões Silva, que acompanhou o programa dedicado à promoção da saúde respiratória. O evento assinala o Dia Mundial do Pulmão e pretende transformar a informação sobre saúde respiratória em conhecimento acessível à população, através de rastreios, atividades práticas e contacto direto com profissionais de saúde.
“O Lisboa com Pulmão” nasce num dia particularmente simbólico: 25 de setembro, Dia Mundial do Pulmão, e num lugar que não poderia representar melhor o pulmão verde da cidade de Lisboa – Monsanto. Mas este dia não é apenas mais um evento no calendário da cidade. É a concretização de um compromisso. O rastreio gratuito do cancro do pulmão foi uma das medidas assumidas e integra hoje “as prioridades do Município na área da saúde”, mas o autarca comprometeu-se a assegurar, também, a dar seguimento às políticas de prevenção em saúde, anunciando futuros rastreios para o cancro do cólon.









