Montenegro cerra fileiras e diz que políticas de habitação do Governo são para “levar até ao fim”   

Luís Montenegro, que esteve presente na assinatura da entrega do antigo edifício da Presidência do Conselho de Ministros ao Município de Lisboa, manifestou-se confiante de que a política de habitação do Governo vai ter resultados e assegurou que o executivo “não se deixará intimidar” e levará “até ao fim” os seus objetivos nesta área. Carlos Moedas aproveitou para dar umas alfinetadas no anterior executivo do PS, apontando que os socialistas construíram “entre 17 a 20 casos por ano”.

Numa curta intervenção durante a cerimónia de assinatura do Auto de Cessão da Titularidade da antiga sede da Presidência do Conselho de Ministros, através da qual a titularidade do imóvel será transferida do Estado para o Município de Lisboa, realizada hoje (28), o presidente da Câmara de Lisboa, Carlos Moedas, anunciou que edifício vai ser transformado em habitações, num investimento superior a 20 milhões de euros, destinadas sobretudo a “servidores públicos”, como professores, polícias ou profissionais de saúde, profissionais que “já não conseguem pagar a renda de uma casa” na cidade

Carlos Moedas agradeceu ao Governo e em especial ao ministro Pinto Luz, aproveitando para criticar o anterior executivo municipal do PS, liderado por Fernando Medina.

“Nós sabemos as causas da crise de habitação: durante dez anos, em Lisboa, construíram-se entre 17 a 20 casas por ano. Nós, em cinco anos, já entregámos mais de 3.400”, afirmou Carlos Moedas, salientando que “Lisboa é caso único” em matéria de políticas públicas de habitação, sendo hoje “um exemplo seguido pela União Europeia” nas políticas públicas de habitação.

Montenegro irredutível nas políticas da habitação

Na véspera do parlamento discutir o Novo Regime de Arrendamento Urbano (NRAU), o chefe do Governo PSD/CDS-PP manifestou confiança na política que tem sido desenvolvida pelo executivo nesta área, dizendo que Portugal está “dois anos adiantada” em relação às prioridades agora propostas pela Comissão Europeia.

“Nós, na área pública, temos neste momento o maior processo de construção e remodelação do parque habitacional de sempre. Nunca se construíram e remodelaram tantas habitações em Portugal como agora”, afirmou Luís Montenegro, que presidiu, esta terça-feira, à assinatura da entrega do antigo edifício da presidência do Conselho de Ministros à Câmara Municipal de Lisboa, ao lado do autarca Carlos Moedas.

Montenegro considerou, numa crítica implícita aos anteriores Governos do PS, que “foi por muita gente não ter tido a coragem de levar até ao fim políticas de forma transversal e integrada” que o mercado da habitação “não teve a oscilação” desejada.

“Nós confiamos convictamente naquilo que estamos a fazer e que isso vai ter um resultado. A história vai-nos julgar, e os eleitores também, mas nós não vamos deixar de fazer: não é com os fogachos de grandes tiradas que alguns títulos, às vezes, apontam e alguns protagonistas políticos gostam de criar, em termos de quase alarme social, que nós nos vamos intimidar com a necessidade de levarmos até ao fim esta política”. atirou.

Luís Montenegro referiu que, quando PSD e CDS-PP chegaram ao Governo, em 2024, havia 16 mil habitações “com financiamento assegurado”, mas, “neste momento já terminámos cerca de 32/33 mil, estamos até ao final do ano a prosseguir com o objetivo ambicioso de atingir as 40 mil”, asseverou.

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