O presidente dos SIMAS de Oeiras e Amadora, Francisco Rocha Gonçalves, fez uma visita de trabalho às obras de requalificação da rede de abastecimento de Linda-a-Pastora, mas também à intervenção que está a ser levada a cabo na Ribeira de Massamá, que entrou na fase 5 e foi antecipada para responder às preocupações dos moradores da freguesia de Barcarena.
Acompanhado de Bárbara Reis e Inigo Pereira, presidentes de Junta de Barcarena e da UFCQ, respetivamente, o responsável refere que a obra de Linda-a-Pastora “já está finalizada” e explica que a intervenção na Ribeira estará concluída em junho de 2027.
As obras de requalificação da rede de abastecimentos domésticos de Linda-a-Pastora, na União de Freguesias de Carnaxide e Queijas, já foram concluídas e mereceram a visita do presidente dos SIMAS de Oeiras e Amadora, Francisco Rocha Gonçalves.
Em declarações aos jornalistas no local, o responsável, que é também vice-presidente da Câmara de Oeiras, que foi acompanhado pelo presidente da União de Freguesias de Carnaxide e Queijas, Inigo Pereira, disse que as obras consistiram na substituição de tubagens antigas, algumas com mais de 40 anos e/ou continham fibrocimento, por material mais seguro para a saúde pública e resistente para evitar perdas de água.
“Era importante reabilitarmos o abastecimento de água de toda esta zona. A obra terminou precisamente hoje com a colocação do betuminoso e o arranjo de algumas calçada que ainda faltava reparar”.
Francisco Rocha Gonçalves refere que fez questão de vir ao terreno confirmar o impacto da intervenção, mostrando-se satisfeito com o resultado, porque os efeitos futuros da obra representam um passo firme “na gestão financeira e na sustentabilidade dos SIMAS neste local”.
A empreitada teve um investimento “de mais de 500 mil euros”, mas representa uma melhoria substancial da rede de abastecimento de água de Linda-a-Pastora, “melhorando a qualidade geral da água, diminuiu o risco de perdas de água, melhora a qualidade geral da água potável para a população”, sustentou.
Visita às obras da Ribeira de Massamá
Na mesma jornada, o responsável fez-se acompanhar da presidente da Junta de Freguesia de Barcarena, Bárbara Silva, para visitarem as obras da fase 5 da duplicação da Ribeira de Massamá, aproveitando para constatar no terreno o estado da bolsa de estacionamento provisória, criada pelos SIMAS na Avenida Aurora, em Tercena, para responder a um pedido de um grupo de moradores que estariam preocupados com os impactos das obras nas suas vidas.
“Fomos contactados pelos moradores e pelos proprietários de uma clínica sediada na Avenida D. Henriques. Ouvimos as pessoas e verificámos que, de facto, algumas das suas preocupações poderiam ser mitigadas. Para isso, alterámos a calendarização da obra, antecipando esta fase da obra em mais um mês, e criámos uma bolsa de estacionamento provisório para que as pessoas que moram na Avenida D. Henrique e os funcionários da clínica pudessem estacionar os seus carros. A Câmara e os SIMAS, impulsionada pelo Dr. Isaltino Morais, têm uma cultura de diálogo e de escuta atenta das pessoas. Os SIMAS, conjuntamente com a Junta de Freguesia de Barcarena, ouvimos as pessoas e tomámos a decisão de minorar ao mínimo o impacto desta obra no dia-a-dia dos cidadãos”.
Francisco Rocha Gonçalves explica que esta intervenção, a quintuplicação da Ribeira de Massamá, é essencial para que as cheias deixem de existir nos territórios da parte norte de Oeiras – devido à força da água que inundava as casas das pessoas e provocava uma situação insustentável para os moradores.
“Há anos que tentávamos alertar a Câmara de Sintra para dizer que as cheias que aconteciam em Oeiras eram provocadas pela água que vem de Sintra, mas nunca falou connosco sobre esse assunto. O antigo presidente da Câmara (Basílio Horta, PS) chegou a afirmar que ‘nem uma gota de água vinha de Sintra para Oeiras…’, o que é muito estranho porque o curso da água vem de Sintra para Oeiras, é uma questão de bom senso, até porque a Ribeira é intermunicipal. Como não víamos solução para o problema, decidimos avançar sozinhos, através dos SIMAS, para a empreitada da obra”.
O presidente dos SIMAS refere que, depois de lançada a empreitada, concorreram a fundos comunitários (Programa Sustentável 20-30, gerido pela Agência Portuguesa do Ambiente), conseguindo 85% de financiamento da APA. Mas, mesmo que não tivesse existido financiamento externo, os SIMAS “teriam recursos para fazerem a obra”, porque “entendíamos ser fundamental para estancar o problema”.
Nesta fase da obra, está-se a quintuplicar a capacidade da água encanada, isto é, vai ficar com cinco vezes mais capacidade de escoamento de água, “mesmo nos dias que chova mais, aquelas inundações não voltarão a acontecer”, garante.
Francisco Rocha Gonçalves lembra de ser muito importante perceber que este inverno, a obra ainda não estará concluída. “A obra foi iniciada em janeiro de 2026 e será concluída em junho de 2027”, mas esclarece que a intervenção desta fase da obra “foi antecipada” para mitigar as preocupações das populações que têm de lidar com as valas que estão na zona de Barcarena. “Agora que a E-Redes já está no terreno, antecipámos a quinta fase, e estamos com duas frentes no terreno. Estamos a levar a cabo aquilo que já estava em curso e, em simultâneo, a fase 5. Em junho de 2027 a obra estará pronta”, assegura.
Reatar de relações com Sintra
Questionado sobre já houve contactos com o atual presidente de Câmara de Sintra, Marco Almeida (PSD), o presidente dos SIMAS revela que já enviou o projeto para a Câmara de Sintra pediu uma reunião com Marco Almeia. “Sabemos que esta fase da obra vai ter impactos no concelho de Sintra, mas queremos ter as melhores relações institucionais com o novo presidente, a quem, para já, nada temos nada a apontar. Da parte de Oeiras, tínhamos uma questão de um aterro no concelho de Sintra que estava para ser resolvido há 24 anos, e o novo presidente da Câmara de Sintra já tomou uma decisão, em apenas seis meses. Portanto, nada temos a apontar ao novo presidente”.
Quanto à participação de Sintra no financiamento da obra, Francisco Rocha Gonçalves esclarece que o “assunto já está arrumado”, assumindo Oeiras os compromissos financeiros da intervenção, mas lamenta não ter havido “um interlocutor à altura” antes de a obra avançar, no tempo em que Basílio Horta era presidente.


