EMEL recebeu selo europeu de responsabilidade social corporativa mas, o seu presidente, reconhece que existe um número bastante elevado de reclamações (80 mil/ano).

A Empresa Municipal de Mobilidade e Estacionamento de Lisboa (EMEL) recebeu o selo europeu de responsabilidade social, “Rótulo CEEP-CSR 2018”, que distingue organizações que prestam serviços públicos e de interesse geral, pelas suas práticas e compromissos de Responsabilidade Social Corporativa, sendo uma ferramenta importante para as empresas fazerem benchmarking, comparando práticas e padrões de desempenho com entidades parceiras de toda a Europa.

Numa cerimónia que contou com a presença da ministra da Administração Pública da Suécia, Ardalan Shekarabi, do presidente do CEEP – Centro Europeu de Entidades Empregadoras e Empresas, Filippo Brandolini, e do presidente da EMEL, Luís Natal Marques, que fez questão de realçar que esta empresa municipal está «fortemente empenhada na defesa e promoção dos princípios do desenvolvimento sustentável, sendo o seu objetivo criar valor, de forma continuada, para colaboradores, clientes, fornecedores e parceiros».

Esta foi a primeira vez que a EMEL se candidatou a esta distinção, que, ao ser-lhe atribuída, vem confirmar o empenho da Empresa Municipal na defesa da Responsabilidade Social Corporativa como um elemento essencial na sua atividade empresarial e no seu modelo de governança e considera-a um facilitador da coesão social, tendo assumido a adoção de um conjunto de objetivos em três grandes áreas: meio ambiente; recursos humanos e comunidade.No entanto, apesar de «trabalhar» para a coesão social é o próprio presidente da EMEL que reconhece que é «significativo o número de reclamações que a empresa que gere o estacionamento em Lisboa – considerada uma “hate brand” – recebe anualmente, acima das 70 a 80 mil», garantindo que «tudo está a fazer para as reduzir ao mínimo possível».

Luís Filipe Natal Marques afirma que a sua grande aspiração «é tornar a EMEL a empresa mais amada» da cidade, explicando que acomodar os 200 mil veículos dos moradores com os 370 mil que entram diariamente na cidade é «uma geometria difícil». Ainda assim, não concorda que deva haver qualquer tipo de tolerância no momento de passar a multa, lembrando que os fiscais da EMEL são agentes da autoridade que têm de cumprir lei.

Em termos de Meio Ambiente, a EMEL pretende assegurar uma interação harmoniosa, minimizando os impactos ambientais decorrentes das suas atividades, promovendo a utilização racional dos recursos naturais e a prevenção da poluição, tendo em vista a salvaguarda dos direitos das gerações futuras.

No capítulo dos Recursos Humanos, segundo o seu presidente, esta empresa municipal pretende garantir os mais elevados padrões de bem-estar, saúde e segurança no trabalho e assegurar a igualdade de oportunidades e de tratamento, combatendo todas as formas de discriminação, designadamente, em razão da raça ou da origem étnica, da religião ou crença, da idade, do sexo, da deficiência e da orientação sexual, estimulando práticas e comportamentos éticos e de prevenção da corrupção.

Por outro lado, do ponto de vista dos seus responsáveis, relativamente ao seu papel na Comunidade, é importante criar «iniciativas próprias de carácter social, educativo, cultural e ambiental ou em parceria com entidades externas; implementar campanhas de conscientização e de cidadania, particularmente voltadas para os futuros utilizadores de serviços de mobilidade, incentivando a coesão social e urbana».

Quer comentar?

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.