FERNANDO MEDINA «MOSTRA» CASA DOS ANIMAIS DE LISBOA A MINISTRO DO AMBIENTE

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O presidente da Câmara de Lisboa, Fernando Medina, e o ministro do Ambiente e da Ação Climática, Matos Fernandes, visitaram hoje, a Casa dos Animais, para darem a conhecer o trabalho e as competências desta instituição de defesa dos direitos dos animais.

O ministro do Ambiente e da Ação Climática, João Pedro Matos Fernandes, que ficou com a tutela dos animais de companhia, revelou que a professora Laurentina Pedroso, directora da Faculdade de Medicina Veterinária, vai ser, a partir do dia 1 de janeiro de 2021, a nova Provedora dos Animais.

O ministro João Matos Fernandes fez este anúncio hoje, à tarde, durante uma visita à Casa dos Animais de Lisboa, no Parque Florestal de Monsanto, na companhia do presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Fernando Medina, que relembrou que a Casa dos Animais de Lisboa é um equipamento municipal que tem por objetivo acolher e tratar animais abandonados na cidade.

Fernando Medina, após ter-se referido às novas funções do Ministério do Ambiente e da Ação Climática, anunciou também que a Casa dos Animais de Monsanto «vai ser ampliada, o que permitirá o acolhimento de mais de 70 cães, devendo as obras serem iniciadas ainda este ano».

Este investimento na ordem dos 1,2 milhões de euros, segundo explicou Fernando Medina, surge na sequência de investimentos anteriores realizados pela autarquia em prol do bem-estar animal. Assim, recordou que, há cerca de um ano, foi adquirida uma viatura para transporte de animais acidentados em qualquer zona da capital.

«Estas tem sido algumas das respostas da autarquia em defesa da dignidade animal», salientou Fernando Medina, que se encontrava acompanhado pelo vereador Carlos Castro e pela Provedora Municipal dos Animais, Mariza Quaresma dos Reis.


Por seu turno, o ministro Matos Fernandes revelou que a passagem das competências vai ser feita até ao final deste ano e esta transferência terá que, segundo o ministro da tutela, «contar com meios financeiros que o próximo Orçamento do Estado acautele». João Pedro Matos Fernandes explicou que, «a responsabilidade destes animais passa agora a ter um espaço próprio dentro do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas».

«Estamos no início destas novas funções para que os animais de companhia tenham uma vida feliz», afirmou o ministro para explicar que, para que isso aconteça, «é necessário esterilizar os animais, nomeadamente todos os que passam por unidades iguais ou semelhantes à Casa dos Animais de Lisboa». Em segundo lugar, adianta, é preciso educar as pessoas para as sensibilizar para esta problemática e, em terceiro lugar, é necessário adotar os animais, para que «eles sejam de facto animais de companhia e deem alegrias aos seus donos».

O ministro, depois de dizer que entendeu as razões que levaram muitas autarquias a não aceitarem as transferências de competências na área do bem-estar animal, fez questão de referir que vai continuar a trabalhar para que «as autarquias assumam, na medida do possível, maiores responsabilidades nestas matérias».

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