Todos os transportes públicos da área Metropolitana de Lisboa são gratuitos para todos os participantes na EDP – Meia Maratona de Lisboa que se realiza nos dias 21 e 22 de março. Várias ações preventivas vão ser tomadas para evitar a propagação do coronavírus.
Em 2020 esta emblemática corrida celebra o seu 30ª aniversário e anuncia um bónus de 100 mil euros para a atleta feminina que bata o recorde do mundo. À semelhança do que tem sucedido em anos anteriores, os transportes são gratuitos, na Área Metropolitana de Lisboa (Carris, Metro, CP Lisboa, Fertagus, MTS e TST), com a apresentação do dorsal. O Maratona Clube lembra que o Metro Transportes do Sul e a Fertagus são os únicos meios de transporte para a deslocação dos atletas diretamente para a partido no Pragal, Almada.
Impacto económico
Esta corrida, que, anualmente, conta com a participação de 35 mil atletas, tem início na Ponte 25 de abril, e está marcada para o próximo dia 21 e 22 de março. Desses atletas, 9.000 são estrangeiros e que vêm acompanhados causando um grande impacto económico para a região e para o país. Aliás, Sónia Paixão, do IPDJ, defendeu que «através do desporto movimentamos a economia, nomeadamente por causa do turismo».
Na sua 30ª edição, a EDP Meia Maratona de Lisboa vai juntar os melhores atletas do mundo da distância para recuperar o recorde mundo, estando «preparados para bater o recorde do mundo da meia maratona feminina», salientou Carlos Móia, lembrando que existe um prémio de «100 mil euros destinado ao recorde do mundo feminino».
O presidente do Maratona Clube, referindo-se à hipótese remota da prova não se poder realizar por causa do coronavírus, anunciou que, perante os riscos relacionados com a propagação da doença, vão ser seguidas as medidas preventivas indicadas «pela Federação Internacional de Atletismo, com o objetivo de minimizar os riscos para os participantes nas diferentes provas».
Assim, todos os atletas que entrarem no «Sport Expo (local onde é feito o levantamento dos kits) terão a sua temperatura medida por paramédicos». Nenhum atleta com febre «será autorizado a participar». Carlos Móia anunciou, ainda, que será instalada uma ala de isolamento junto ao Sport Expo, com equipamento epidemiológico e, os casos mais suspeitos «serão encaminhados para o hospital designado pelas autoridades de saúde».
Por outro lado, Carlos Móia lembrou que «não é fácil manter uma maratona com este nível», durante 30 anos. «Isto não se fazia sem os apoios que nos tem sido concedido por diversas instituições públicas e privadas», afirmou
Com um cariz popular e um percurso espetacular à beira rio e que tem início na Ponte 25 de Abril (o único dia do ano em que é possível percorrer esta ponte a pé), a prova reúne atletas e participantes de todas as idades, crenças e estratos sociais, transformando-se num evento verdadeiramente universal.
De facto, durante o fim-de-semana de 21 e 22 de março, os 35 mil atletas vão participar na EDP Meia Maratona de Lisboa, na Vodafone 10 Km, na Luso 7 Km, na Mimosa Passeio da Família e na EDP Mini Campeões (dedicada a crianças dos 6 aos 16 anos).
Meio Ambiente sempre presente
Carlos Castro, falando também na condição de vereador da proteção civil, fez questão de realçar que, dado o número de participantes, este evento desportivo está a ser «acompanhado pela Câmara de Lisboa, Maratona Clube, PSP e outras entidades ligadas à segurança, para que tudo corra bem».