19 mil infrações registadas no âmbito da campanha “Viaje sem Pressa”

Campanha “Viaje sem Pressa” registou mais de 19 mil infrações. Como resultado dos 2 664 sinistros, 10 pessoas perderam a vida em acidentes de viação entre 2 e 8 de junho. Segundo o Plano Nacional de Fiscalização 2026, o excesso de velocidade continua a representar a principal tipologia de infração rodoviária em Portugal Continental, correspondendo a mais de 60% do total das infrações registadas em 2025.

A Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR), a Guarda Nacional Republicana (GNR) e a Polícia de Segurança Pública (PSP), divulgaram o balanço da sexta campanha do Plano Nacional de Fiscalização de 2026 “Viaje sem Pressa”, dedicada à velocidade, que decorreu entre 2 e 8 de junho nos distritos de Aveiro, Faro e Lisboa.

Segundo as autoridades, esta campanha teve como objetivo alertar os condutores para os riscos da velocidade excessiva ou inadequada às condições da via, promovendo uma condução mais segura, responsável e adequada às circunstâncias rodoviárias e ambientais.

Mais de 19.000 infrações rodoviárias foram detetadas durante a campanha “Viaje sem Pressa”, que terminou na segunda-feira, 8 de junho, incluindo a condução sob efeito do álcool e utilização indevida de telemóvel.

De acordo o balanço da campanha, foram fiscalizados presencialmente e por radar 47.099 veículos nos distritos de Aveiro, Faro e Lisboa. As autoridades reportaram ainda infrações relacionadas com a não utilização de dispositivos de segurança e com algumas condições técnicas dos veículos.

No âmbito desta campanha, foram sensibilizados 500 condutores e passageiros, a quem foram transmitidas mensagens relacionadas com a necessidade de adequar a velocidade às condições da via, do trânsito e meteorológicas, respeitar os limites legais de velocidade, manter a distância de segurança e evitar comportamentos agressivos e manobras perigosas.

10 mortos em resultado de 2.664 acidentes

Durante o período da campanha, foram registados a nível nacional (continente e regiões autónomas) 2.664 acidentes, dos quais resultaram dez vítimas mortais, 71 feridos graves e 845 feridos ligeiros. Relativamente ao período homólogo de 2025, verificaram-se menos 13 acidentes, mais uma vítima mortal, mais 15 feridos graves e menos 54 feridos ligeiros.

Deste total, no Continente, registaram-se 2 520 acidentes (95%), com nove (9) vítimas mortais (90%), 69 feridos graves (97%) e 797 feridos leves (94%). Relativamente às Regiões Autónomas, verificaram-se 144 acidentes (5%), resultando uma (1) vítima mortal (10%), dois (2) feridos graves (3%) e 48 feridos leves (6%).

Quanto à distribuição por entidade fiscalizadora, sob a jurisdição da GNR registaram-se 1 617 acidentes (61%), nove (9) vítimas mortais (90%), 56 feridos graves (79%) e 493 feridos leves (58%). Já na área de atuação da PSP, verificaram-se 1047 acidentes (39%), uma (1) vítima mortal (10%), 15 feridos graves (21%) e 352 feridos leves (42%).

Segundo o Plano Nacional de Fiscalização 2026, o excesso de velocidade continua a representar a principal tipologia de infração rodoviária em Portugal Continental, correspondendo a mais de 60% do total das infrações registadas em 2025.

Para contextualizar, recorde-se que, entre 1 de janeiro de 2022 e 31 de dezembro de 2024, a velocidade excessiva para as condições existentes esteve diretamente associada a 6 824 acidentes com vítimas, 177 vítimas mortais, 588 feridos graves e 8 396 feridos leves.

As campanhas inseridas nos Planos Nacionais de Fiscalização são promovidas, anualmente, desde 2020, pela ANSR, pela GNR e pela PSP, com temáticas definidas de acordo com as recomendações europeias. Até ao final do ano, realizar-se-ão mais cinco campanhas PNF 2026, integrando ações de sensibilização e de fiscalização.

Em 2026, o PNF “mantém os temas trabalhados em 2025 — velocidade, álcool, dispositivos de segurança, uso do telemóvel e veículos de duas rodas a motor — integrando também um novo eixo dedicado aos utilizadores vulneráveis”.

“A sinistralidade rodoviária não constitui uma fatalidade. As suas consequências mais graves podem ser evitadas através da adoção de comportamentos seguros e responsáveis por todos os utilizadores da estrada”, lembram as autoridades rodoviárias.

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