No Dia de Portugal, Oeiras homenageou antigos combatentes

Oeiras assinalou o Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas (10 de Junho) com uma cerimónia solene de homenagem aos militares naturais do concelho que perderam a vida na Guerra do Ultramar. A cerimónia decorreu na Praça do Ultramar, no Bairro da Figueirinha, local onde se ergue desde 1997 o ‘Monumento aos Combatentes da Guerra do Ultramar’, da autoria da escultora Maria Morais.

Nesta quarta-feira, Oeiras prestou homenagem aos militares do concelho mortos na Guerra do Ultramar, numa cerimónia já tradicional para assinalar o 10 de Junho, Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas.

“Homenageamos, neste dia, os nossos militares e todos aqueles que lutaram no Ultramar, mas estamos também a comemorar a democracia, a liberdade e o estado de direito”, sublinhou, na ocasião, o presidente da Câmara Municipal de Oeiras, Isaltino Morais.

Isaltino Morais, que recordou a polémica em torno da construção deste monumento em 1997, salientou que, na altura, a autarquia pretendeu homenagear os 28 militares que morreram na guerra colonial ao serviço da pátria.

O autarca, em resposta aos que em 1997 consideraram o monumento uma homenagem ao colonialismo, salientou que este monumento “não é um monumento bélico”. Aliás, ele representa a dimensão social da atuação das nossas Forças Armadas num cenário de guerra, lembrando o apoio dos militares portugueses à população local.

Para Isaltino, este monumento representa, essencialmente, um ato de justiça aos que combateram nas antigas colónias portuguesas, que “descolonizaram e implantaram a democracia portuguesa”. Apesar das vozes que, em 1974, se levantaram contra “as forças armadas colonialistas”, numa manifestação ‘cheia” de preconceitos ideológicos, sem olhar para a realidade que foi a guerra colonial.

Isaltino Morais não se coibiu de falar da guerra na Europa e, por isso, apelou a um maior investimento nas Forças Armadas portuguesas.

A cerimónia decorreu no Jardim do Ultramar, em Oeiras, junto do conjunto escultórico da autoria de Maria Morais, com a participação da Banda Musical Oeirense, a entoar o Hino Nacional e uma marcha.

Os discursos, nomeadamente do superintendente Isaías Tells (presidente do Núcleo de Oeiras dos Antigos Combatentes), destacaram a importância de manter viva a memória dos 28 oeirenses que morreram em combate entre 1961 e 1975, durante os conflitos em África.

Marcaram presença no tributo presidentes das Juntas e Uniões de Freguesias do Concelho, executivo municipal e antigos Combatentes.

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