Bloco de Esquerda de Lisboa critica Moedas por ter chumbado pacote medidas para apoio às famílias

A Distrital de Lisboa do Bloco de Esquerda critica a liderança de Carlos Moedas e o vereador do Chega da Câmara Municipal de Lisboa (Bruno Mascarenhas) por terem chumbado um pacote de apoio às famílias de Lisboa. Os bloquistas criticam ainda o Programa Menos Ruído, por “favorecer” a ANA, e as medidas preconizadas para o estacionamento na cidade, que visam “a necessidade de arrecadação de receitas”.

Segundo o Bloco de Esquerda de Lisboa, na reunião de câmara desta quarta-feira, Carlos Moedas e o vereador do Chega, Bruno Mascarenhas, chumbaram o pacote de 25 medidas de apoio às famílias de Lisboa que “se confrontam com o aumento do custo de vida, assim, como a abertura de uma mercearia pública na cidade.”

Num momento em que se sabe que a crise do custo de vida afetou mais as famílias da classe média e menos recursos, “é chocante que Carlos Moedas não queira avançar com estas medidas, mais ainda porque são as mesmas que aprovou em 2022, aquando da invasão da Rússia à Ucrânia”, sublinham, em comunicado à imprensa.

Para os bloquistas, a proposta da mercearia pública “era também um passo importante na disponibilização de um cabaz alimentar acessível para todas as famílias”, uma iniciativa que já existe em vários países europeus e que tem ganhado destaque em Nova York.

Programa Menos Ruído “favorece” ANA

Mas as críticas dos bloquistas não se ficam pelo chumbo ao pacote de apoio às famílias. O Programa Menos Ruído, apresentado pelo Executivo liderado por Moedas é também alvo de reprovação deste partido, considerando que a aprovação dessa medida representa a “vitória” da “ANA de António Arnaut” e a “derrota” de Lisboa.

O Bloco absteve-se na proposta de Moedas sobre a mitigação do ruído do aeroporto, operacionalizando as medidas do governo, porque “a proposta salva a ANA do incumprimento e penaliza os munícipes de Lisboa que sofrem com o ruído”.

“A ANA tinha a obrigação de colocar janelas insonorizadas nas casas das famílias afetadas e agora a responsabilidade passa para o Estado, que só paga uma pequeníssima parte dos custos”, justificam os bloquistas.

“Subida” do custo do estacionamento

O estacionamento na cidade de Lisboa é outro dos alvos do BE, dizendo que “afinal, com Moedas sobe o custo do estacionamento em Lisboa”.

Segundo o BE, Carlos Moedas defendeu em tempos a gratuitidade do estacionamento em Lisboa, tendo mesmo um slogan de campanha: “Com Carlos meta menos Moedas”.

No entanto, agora o presidente “rasga a promessa eleitoral e sobe os custos, sem investir em mobilidade, visto que a Carris nunca foi tão lenta e transporta cada vez menos passageiros e a EMEL continua a não dar prioridade aos residentes”.

Na visão do BE de Lisboa, o argumento ambiental “não consegue esconder a simples necessidade de arrecadação de receitas”, tendo, por razão, o Bloco votado contra a medida.

 

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