A PSP e a Polícia Municipal estão a reforçar o policiamento e fiscalização de atividades ilícitas na Baixa e outras zonas turísticas de Lisboa, informou esta terça-feira o Ministério da Administração Interna, após uma turista ter sido baleada na segunda-feira à noite na Rua Augusta.
A presença policial vai ser reforçada na Baixa de Lisboa e noutras zonas da cidade com elevada concentração de turistas, na sequência dos disparos que, na segunda-feira, feriram uma mulher de 42 anos na Rua Augusta. A decisão resulta de contactos mantidos pelo ministro da Administração Interna com a Direção Nacional da PSP, o Comando Metropolitano de Lisboa e o presidente da Câmara Municipal de Lisboa.
Segundo um comunicado divulgado pelo Ministério da Administração Interna, a PSP já tinha reforçado, desde junho, a presença e a visibilidade policial na Baixa e noutras zonas turísticas, nomeadamente através de elementos do Corpo de Intervenção.
“A rápida identificação e detenção pela PSP de um dos alegados envolvidos constitui um resultado importante da atuação policial. Prosseguem as diligências destinadas ao integral esclarecimento dos factos e ao apuramento de todas as responsabilidades, estando a investigação a cargo da Polícia Judiciária”, lê-se no comunicado.
O dispositivo vai agora ser mantido e ajustado de acordo com a avaliação permanente da situação, tendo em conta os locais, horários e fenómenos criminais identificados. O objetivo é garantir “uma presença policial visível e capacidade de intervenção nas zonas de maior concentração de residentes e turistas.”
Já a Polícia Municipal e os serviços da autarquia competentes vão reforçar “a fiscalização das atividades comerciais ilícitas e irregulares nestas zonas” e “será ainda aprofundada a avaliação da realidade criminal nestas áreas, dos fenómenos associados e da eficácia dos instrumentos atualmente disponíveis para lhes dar resposta”, é referido na mesma nota, sem adiantar mais detalhes quanto a estes reforços.
Também a Câmara Municipal de Lisboa vai reforçar a fiscalização através da Polícia Municipal e dos serviços competentes, com especial atenção na “fiscalização das atividades comerciais ilícitas e irregulares nestas zonas, designadamente das que contribuem para a degradação e utilização indevida do espaço público”.
“Será ainda aprofundada a avaliação da realidade criminal nestas áreas, dos fenómenos associados e da eficácia dos instrumentos atualmente disponíveis para lhes dar resposta”, refere a nota.
“Resposta firme”
O anúncio surge depois de uma mulher de nacionalidade suíça ter sido baleada na segunda-feira, ao final da tarde, no interior de um restaurante na Rua Augusta. A vítima terá sido atingida na zona do abdómen, recebeu assistência no local e foi transportada para o Hospital de São José, encontrando-se livre de perigo.
Dois suspeitos terão fugido do local numa viatura. Um dos alegados envolvidos foi entretanto identificado e detido pela PSP, enquanto a investigação continua a cargo da Polícia Judiciária.
O Ministério da Administração Interna considera que, independentemente de se tratar de uma situação pontual, o recurso a armas de fogo em plena via pública numa das zonas mais frequentadas de Lisboa “exige uma resposta firme” e articulada entre o Governo, as forças de segurança e o município.







