O presidente da Câmara de Sintra revela que o Município está a apostar no reforço dos quadros da Polícia Municipal e assume “estar muito empenhado no reforço da autoridade da PSP e da GNR”, com o objetivo de trazer paz social (e sensação de segurança efetiva) no vasto território sintrense. “Tenho a firme convicção que é preciso que haja o princípio do respeito pelo outro e que não há vivência em comunidade sem autoridade e sem regras”, assume Marco Almeida.
A Câmara Municipal de Sintra assinalou hoje, dia 16 de janeiro, o 25.º aniversário da Polícia Municipal de Sintra, uma data que celebra um quarto de século de serviço público, proximidade e dedicação à comunidade.
As comemorações incluíram uma sessão oficial no Centro Cultural Olga Cadaval e um evento de demonstração, no Centro Comercial Alegro Sintra.
Na cerimónia, o presidente da Câmara Municipal de Sintra, Marco Almeida, sublinhou que a Polícia Municipal de Sintra (PMS) tem desempenhado, ao longo de 25 anos, um papel essencial na fiscalização, ordenamento, apoio à população e promoção da segurança no concelho. “A celebração desta data constitui um reconhecimento do trabalho desenvolvido, bem como da importância estratégica desta força de proximidade”.
Segurança e liberdade
Em declarações ao “Olhares de Lisboa”, o autarca referiu que a celebração dos 25 da PMS significa a caminhada que os agentes fizeram ao longo destes 25 anos, mas também “o compromisso que o Município tem com a criação de segurança, em diferentes dimensões, para que os sintrenses possam usufruir do espaço público de qualidade e, acima de tudo, em liberdade”.
Marco Almeida reconhece “estar muito preocupado” com o facto de haver zonas urbanas do concelho que, a partir de determinada hora do dia, não tenham famílias a circular pelos espaços, mas também “que haja estabelecimentos comerciais que não cumprem regras e façam barulho fora de horas”, ocorrências estas que não permitem “que as pessoas que vão trabalhar no dia seguinte não tenham direito ao seu descanso”.
PM com mais 50 agentes
No sentido de mitigar estas realidades nefastas para a população, o Município de Sintra vai reforçar o contingente de agentes na Polícia Municipal. “Vamos contratar mais 50 agentes. A PMS passará de ter 100 agentes nas ruas para um contingente de 150 homens e mulheres. Este reforço do recrutamento na segurança traduz-se num esforço financeiro de mais 860.000 euros anuais, bem como o reforço de novas viaturas”, para esta força de segurança municipal.
A par disso, a Câmara vai reforçar a colaboração e proximidade com a PSP e a GNR de Sintra, estando previstas novas instalações para albergar o Comando Territorial da GNR e a nova Divisão da PSP de Agualva, para além das 24 viaturas novas a serem distribuídas pela GNR e a PSP, já em 2026.
Em honra da Polícia Municipal, Marco Almeida revela que o dia 16 de janeiro passará a ser o Dia Municipal da Segurança, uma medida aprovada recentemente em reunião de câmara.
Durante a campanha eleitoral, o agora edil de Sintra não escondeu que a segurança estava no topo da sua agenda de governação. Marco Almeida assume que pretende levar a cabo “esse desígnio”, que é de alguém “que conhece muito bem o concelho de Sintra” e que tem a perceção “de que ele está muito desequilibrado socialmente”.
“Tenho a firme convicção que é preciso que haja o princípio do respeito pelo outro e que não há vivência em comunidade sem autoridade e sem regras”.
Nesse sentido, Marco Martins assume “estar muito empenhado no reforço da autoridade da PSP e da GNR”, com o objetivo de trazer paz social (e sensação de segurança efetiva) no vasto território sintrense.
O autarca revela que o Governo “está a par dos nossos propósitos de reforçarmos a autoridade” e acolhe “com todo o interesse” os investimentos que a CMS vai fazer na área da segurança, uma vez que “complementam os investimentos da Administração Interna no concelho de Sintra”, até porque “é essa a nossa exigência”, conclui.
Números negros da violência doméstica
Após elogiar a ação da CMS e da própria PMS, o secretário de estado Adjunto e da Administração Interna, Paulo Simões Ribeiro deixou uma palavra de reconhecimento ao “reforço em segurança que está a ser feito no território de Sintra”.
Mas lembrou que a população só se sentirá realmente segura se houver um esforço do policiamento de proximidade, “com presença em cada freguesia, em cada rua, em cada bairro”, nomeadamente junto da população mais idosa, fazendo campanhas de prevenção e de sensibilização para que os seniores (e as crianças e adolescentes) não sejam vítimas de burlas cometidas na rua ou através do cibercrime.
“É pela via da presença na comunidade que se faz segurança”, lembrou, acrescentando que, por exemplo, Portugal apresenta hoje “números de dimensão excessiva” respeitantes à violência doméstica.
Segundo Paulo Simões Ribeiro, o país está a braços com um problema que estará subdimensionado e que, por isso, necessita de uma nova abordagem, também das forças de segurança, que já estará a ser efetivada pelo Governo, segundo o responsável, que revelou que o Estado central disponibilizou uma verba de 1,6 milhões de euros para a Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV).
“Quantas vezes as denúncias (de casos de prática de violência doméstica) não aparecem porque há medo de represálias ou porque se desvalorizam as queixas? Os cidadãos devem estar atentos e serem mais interventivos, porque podem estar a salvar a vida de alguém”, instou.
Na visão do secretário de estado da Administração Interna, a segurança “é um valor que se semeia” e o combate à violência doméstica é também um contributo para a “liberdade” e justiça social das populações.
O governante salienta, todavia, que o “reforço” da segurança deve ter “um esforço coletivo”, nomeadamente das forças de segurança, autarquias e Governo. “Se trabalharmos conjuntamente, poderá não ser o processo mais rápido, mas poderemos ir muito mais longe”, afiançou.
No âmbito da celebração dos 25 anos da PMS, a autarquia distinguiu quatro agentes desta força de segurança que completam 25 anos de serviço efetivo, num gesto de “reconhecimento público pelo contributo prestado ao Município e à comunidade Sintrense, demonstrando elevado sentido de responsabilidade, dedicação, lealdade institucional e profissionalismo”.
