Quinta Pedagógica dos Olivais passa a chamar-se Quinta Pedagógica de Lisboa

O presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Moedas, participou na cerimónia que assinala os 30 anos da Quinta Pedagógica de Lisboa. Um espaço único que tem como principal objetivo preservar uma ligação ao mundo rural dentro da cidade. A Quinta Pedagógica dos Olivais passa a chamar-se Quinta Pedagógica de Lisboa, anunciou Carlos Moedas.

Depois da visita ao espaço, em declarações aos jornalistas, Carlos Moedas assinalou que Quinta Pedagógica representa o “futuro da ecologia e daquilo que é o futuro dos nossos filhos”, o local onde os nossos filhos aprenderam aquilo que é sentido de protegerem o ambiente e da luta climática”, levando esses valores ambientais “para as suas casas”. Carlos Moedas destacou o papel da Quinta Pedagógica na formação ambiental das novas gerações e a relevância do espaço no contexto educativo e urbano.

No entender do autarca, a Quinta Pedagógica “estava à frente do seu tempo”, recordando que a criação deste equipamento nasceu depois da adesão de Portugal à então CEE, que proporcionou a oportunidade de o país “ter capacidade para ter políticas ambientais, que mudaram a nossa vida”, sendo a Quinta Pedagógica um exemplo dessa introdução dos valores da sustentabilidade na sociedade portuguesa.

Moedas sublinhou o espaço trouxe um novo contacto com a natureza proporcionado às crianças, e o seu papel na transmissão de conhecimentos às famílias, numa lógica de aprendizagem intergeracional.

Carlos Moedas esclareceu que os 30 anos do espaço trouxeram “grandes mudanças” para a cidade. Mas sublinha que o projeto pode crescer através do fortalecimento da ligação às escolas, bem como “exportando a ideia para outras cidades da Europa”, uma vez que “Lisboa é das poucas cidades europeias” que tem um equipamento deste tipo, intimamente ligado à ecologia. “Lisboa é campeã da Europa na plantação de árvores, plantámos 50 mil em 4 anos, e tem estado na linha da frente do combate às alterações climáticas (…) a Quinta Pedagógica faz parte dessa visão ecológica para a cidade”.

O autarca justificou a mudança do nome do equipamento pelo facto de a Quinta Pedagógica dos Olivais “ser da cidade de Lisboa (…) porque ela é da cidade toda e é uma marca de Lisboa e hoje a quinta de todos os lisboetas” disse.

Meio milhar de crianças celebraram 30 anos de vivências “rurais”  

As celebrações dos 30 anos da Quinta tiveram como ponto alto a participação de cerca de 500 crianças das escolas de Lisboa. Responsáveis pela Quinta, autarcas e crianças partilharam um bolo de aniversário que assinalou o 30º aniversário da instituição. Carlos Moedas juntou-se à festa, conviveu com as crianças e elogiou este espaço de ligação ao mundo rural dentro da cidade e a diversidade multicultural das crianças das escolas com que se cruzou nesta visita.

“Gosto muito de ver esta Lisboa extraordinária em que estes miúdos são todos lisboetas, mas todos vêm de pontos diferentes, e isso também se vê hoje nas nossas escolas; com miúdos em que os pais vêm de outos países, mas que estão aqui e todos se sentem lisboetas. E através da Quinta Pedagógica, tenho a certeza que ainda são mais Lisboetas, porque esta Quinta representa bem a nossa cidade”.

O local é hoje uma referência educativa e ambiental, frequentado por milhares de famílias, sobretudo crianças, permitindo que conheçam de perto plantas, práticas agrícolas e animais.

Criada para aproximar as crianças citadinas do mundo rural, este equipamento tornou-se também um espaço de memória, lazer e bem-estar para toda a cidade. Entre vacas, galinhas, ovelhas, burros ou hortas, procura aproximar gerações e partilhar saberes rurais.

Inaugurada em 1996, a Quinta Pedagógica nasceu da vontade de aproximar os habitantes da cidade de uma realidade rural que se distanciou dos modos de vida das grandes cidades. A vida no campo, os ciclos da natureza e os saberes tradicionais estão no centro deste autêntico refúgio “campestre” na grande cidade.

Hoje, recebe mais de 160 mil visitantes por ano e continua a ser um espaço privilegiado de aprendizagem, onde crianças e adultos podem conhecer raças autóctones, acompanhar tarefas agrícolas ou descobrir o percurso do pão.

Para assinalar o aniversário, o espaço organiza este mês um conjunto de atividades de educação ambiental, com oficinas pedagógicas, atividades lúdicas, momentos musicais e iniciativas de contacto direto com os animais e a natureza.

 

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