No segundo dia de exibições das Marchas Populares, a MEO Arena encheu-se para assistir às prestações das Marchas dos Mercados, Madragoa, Castelo, São Vicente, Alto do Pina, Olivais, Penha de França e Carnide. Hoje, terceiro e último dia de exibições, apresentam-se as Marchas da Santa Casa, Alfama, Marvila, Ajuda, Alcântara, Bairro da Boavista e Beato.
Sobre o mote ‘Somos Lisboa, Somos Europa’, o tema escolhido para o concurso das Marchas Populares deste ano, os bairros participantes celebram a cidade, ponto de convergência de diferentes culturas e nacionalidades. O segundo dia de exibições na MEO Arena não foi excepção e iniciou-se com a Marcha dos Mercados (extraconcurso), que já participa desde 2005. Com o tema ‘A Casa dos 24’, a marcha homenageia o órgão instituído em 1383 por D.João, Mestre de Avis, e que era composto por representantes das corporações de ofícios. A Marcha dos Mercados é organizada pela Associação dos Comerciantes dos Mercados de Lisboa e tem como responsável Jorge Nuno Sá. A porta-estandarte é Sofia Vala Rocha e a ensaiadora Vera Gromicho.
Sandro Canossa é o figurinista e cenógrafo e os padrinhos João de Carvalho e Célia do Carmo. Os mascotes são Benedita do Carmo, Lara Portela, Martim Cochinha, Rita Correia, Telmo Jorge Alfar e Valentim Lourenço. Os temas apresentados foram as marchas inéditas ’24 Mestres’ e ‘Maravilhos Mercado Novo’, com letra e música de Paulo Colaço e arranjos de Mauro Pombo. O último tema apresentado foi ‘É nos Mercados que Lisboa tem mais vida’, com letra de José Condeça e música e arranjos de Carlos Pinto.
Esta exibição ficou ainda marcada por uma homenagem a Anita Guerreiro, que durante muitos anos, foi madrinha da Marcha dos Mercados e celebrizou o tema ‘Cheira Bem, Cheira a Lisboa’, que os marchantes entoaram nesta prestação. O grupo exibiu uma tarja com a imagem de Anita Guerreiro, que faleceu em Dezembro de 2025.
Madragoa e Castelo
Já a entrar na competição, chega a Madragoa, com o ‘Canto da Madragoa’, onde as vozes se unem, se cruzam, misturam-se, até se tornarem uma só. A Marcha da Madragoa é organizada pelo Esperança Atlético Clube e tem como responsável Nuno Soares. O porta-estandarte é João Rita e o ensaiador e cenógrafo João Medeiros. Medeiros é também um dos figurinistas da Madragoa, a par com Fauze El Kadre. Os padrinhos são Ana Garcia Martins e Hélder Tavares e os mascotes Cataleya Coelho e Lourenço Dias. Os temas inéditos apresentados são ‘O Canto da Madragoa’ e ‘Eu Sou da Madragoa’, com letra de João Medeiros e Mariana Peres e música e arranjos de José Condinho.
O terceiro tema apresentado foi ‘Nova Marcha da Madragoa 1947’, com letra de Joaquim Frederico de Brito e música de Joaquim Frederico de Brito e Raúl Ferrão. Depois da Madragoa, entra a Marcha do Castelo, com ‘Sombras do passado, reflexos do futuro’, que conta a esperança de um povo que não esquece e que nunca deixa de sonhar. A Marcha do Castelo é organizada pelo Grupo Desportivo do Castelo e tem como responsável Tânia Rodrigues. A porta-estandarte é Sofia Vieira e a ensaiadora Ana Raquel Carneiro.
Carla Pereira/Atelier Prata foi a responsável pelos figurinos e Pedro Lopes/Oficina do Esferovite os responsáveis pela cenografia. Os padrinhos são Márcia Soares e Gonçalo Quinaz e os mascotes Diego Carneiro e Leonor Santos. ‘Castelo no Coração’, com letra e música de José Vala Roberto e arranjos de Rafael Leony foi a primeira marcha inédita apresentada. Já a segunda foi ‘Das Muralhas para o Futuro’, com letra de Joana Dionísio e música e arranjos de Rafael Leony. A última marcha apresentada foi ‘Espadas do Castelo’, com letra de Marijô e Hélder Carlos e música e arranjos de Armindo Campos.
São Vicente e Alto do Pina
São Vicente, por sua vez, foi ‘Da noite pro dia’, tema este que traz a dama e o cocheiro para cantar a diferença da cidade entre o dia e a noite, entre o formalismo e a boémia. A Marcha de São Vicente é organizada pela Academia Recreativa Leais Amigos e tem como responsável Bruno Santos. A porta-estandarte é Fedra Maurício e a ensaiadora é Sofia Pereira. Stella Silva ficou responsável pelos figurinos e Letras e Esferovite, Lda tiveram a seu cargo a cenografia. Os padrinhos são Ana Galvão e Vasco Pereira Coutinho e os mascotes Alícia Santos e Lourenço Sonim.
‘Amor na contraluz’ e ‘Segredo mal guardado’ foram as marchas inéditas apresentadas, e ambas contam com letra de Sofia Pereira, música de Gimba (que também colaborou nas letras do segundo tema) e arranjos de Luís Moreira da Silva. O último tema apresentado foi ‘Cá vai São Vicente’, com letra de António José, música de João César e arranjos de Luís Moreira da Silva.
Alto do Pina levou para o palco da MEO Arena ‘Os Tritões e as varinas – o orgulho e a resiliência de um bairro’, que se inspira na figura dos tritões, guardiões do mar, presentes na Fonte Luminosa, e nas varinas, as corajosas mulheres do Alto do Pina, que vendiam peixe pelas ruas da cidade. A Marcha do Alto do Pina é organizada pelo Ginásio do Alto do Pina e tem como responsável Marco Campos. A porta-estandarte é Sofia Santos e o ensaiador Bruno Vidal. Nuno Garcez é o figurinista e Júnior o cenógrafo. Os padrinhos são Teresa Guilherme e Marco Costa e os mascotes Isaac Dias e Madalena Costa.
A primeira marcha inédita apresentada pelo Alto do Pina chama-se ‘É por ti’ e tem letra e música de Gonçalo Cardoso e arranjos de José Daniel. Já a segunda marcha apresentada foi ‘Aqui do Alto somos um’, com letra e música de Dino Rodrigues e arranjos de José Daniel. A última marcha apresentada foi ‘O Coração do Alto do Pina’, com letra de Carlos Mendonça, música de Toy e arranjos de José Martins.
Olivais e Penha de França
Já a Marcha dos Olivais, levou ‘O beijinho português’, um hino ao amor, à portugalidade e ao romance, celebrando a ternura que une povos, marés e corações. A Marcha dos Olivais é organizada pelo Grupo de Pesca e Desporto de Santa Maria dos Olivais e tem como responsável Carlos Santos.
Ana Mugeiro é a porta-estandarte e a ensaiadora é Sara Alves Brandão. Brandão e Barros são os figurinistas, tendo também colaborado na cenografia com Carlos Ferreira e Sandra Ferreira. Os padrinhos são Sara Norte e Jonas Lopes e os mascotes Maria Sanches e Santiago da Silva. As marchas inéditas apresentadas são ‘O beijinho português’ e ‘Alma portuguesa’, com letra e música de Mimicat e arranjos de Tiago Machado. O último tema apresentado foi ‘Bate as palmas, bate o pe’, com letra e música de Toy e arranjos de Samuel Pascoal.
A Marcha da Penha de França apresentou ‘Sete Colinas de Paixão’, que conta a história de amor que deu origem a Lisboa: o amor entre Ulisses, do mar, e Ophiussa, rainha serpente, corpo de mistério, olhar de fogo e de ouro. A Marcha da Penha de França é organizada pelo Sporting Clube da Penha e tem como responsável Paulo Lemos. Rui Sousa é o porta-estandarte e os ensaiadores Jonas Paquete e Rui Alves. Os figurinistas são Fauze El Kadre e Paulo Laureano e os cenógrafo Lucinda Varandas e Sérgio Sousa. Os padrinhos são Salomé Caldeira e Rui Andrade e os mascotes Diego Brás e Margarida Rodrigues.
A Penha de França apresentou os temas inéditos ‘Entre a lenda e o destino’ e ‘O brilho da Penha’, com letra de Joana Dionísio e música e arranjos de Carlos Dionísio. O último tema apresentado foi ‘Penha de França, corações d’ouro’, com letra de Joana Dionísio e música e arranjos de Carlos Dionísio.
Carnide encerrou o segundo dia de exibições
A última marcha a apresentar-se nesta segunda noite de exibições foi Carnide, com o tema ‘Santo António Superstar’, inspirado nas grandes produções musicais, e recriando um universo visual onde a tradição e a modernidade se encontram, A Marcha de Carnide é organizada pelo TC – Teatro Carnide e tem com responsável Teresa Martins. A porta-estandarte é Mónica Garcez e os ensaiadores Catarina Alves e Rafael Barreto.
Paulo Julião é o figurinista e cenógrafo e os padrinhos os atores Margarida Antunes e Nuno Nolasco. As marchas inéditas apresentadas foram ‘Santo António, Superstar’, e ‘Carnide é Popular’, com letra de Gui Andrade, música de José Castanheira e Gui Andrade e arranjos de Valdemar Gomes. O último tema apresentado foi ‘Somos todos cor’, com letra de Joana Dionísio e música e arranjos de Carlos Díonisio.
Marchas voltam a brilhar na Avenida de 12 para 13 de junho
O júri, em 2026, é composto por Vítor Agostinho (presidente), Bruno Cochat (coreografia), Hélder Freire Costa (cenografia), José António Tenente (figurino), Maria Inês Almeida (letra), Osvaldo Ferreira (música) e Leonor Padinha (representante da EGEAC). Hoje, terceiro e último dia de exibições, apresentam-se as Marchas da Santa Casa, Alfama, Marvila, Ajuda, Alcântara, Bairro da Boavista e Beato. Depois das exibições no pavilhão, as 20 marchas a concurso e as três extraconcurso irão novamente apresentar-se, na noite de 12 para 13 de junho, na Avenida da Liberdade.
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