Estão concluídas as exibições das Marchas no MEO Arena

O fim de semana foi de festa na MEO Arena. 23 marchas, 20 a concurso e três extraconcurso, transformaram o palco da maior sala de espetáculos do país num ambiente cheio de cor e animação. Neste domingo, desfilaram as Marchas da Santa Casa (extraconcurso), Alfama, Marvila, Ajuda, Alcântara, Bairro da Boavista e Beato. Todos os grupos preparam-se agora para a segunda parte do concurso, o Desfile na Avenida da Liberdade, que acontece na noite de 12 para 13 de junho.

A Marcha da Santa Casa, no concurso desde 2017, abriu as exibições deste domingo, terceiro e último dia de prestações das Marchas Populares de Lisboa no pavilhão, com o tema ‘Santa Casa em Lisboa anda à roda, e no país faz da sorte tradição‘, numa alusão aos Jogos promovidos por esta entidade, cuja roda da sorte traz a esperança para muitos. A Marcha da Santa Casa é promovida pela Santa Casa da Misericórdia de Lisboa e tem Luna Marques como responsável.

O porta-estandarte é Francisco Micaelo e Paulo Jesus o ensaiador. Nuno Lopes é o figurinista e cenógrafo e os padrinhos Liliana Santos e Pedro Crispim. Os temas inéditos apresentados são ‘Santa Casa é tradição’ e ‘Hoje anda à roda’, ambas com letra de Ricardo Gonçalves Dias e música e arranjos de Carlos Dionísio. A terceira marcha apresentada é ‘Marcha da Santa Casa’, com letra de Mário Rainho e música e arranjos de Carlos Dionísio.

Alfama e Marvila abriram terceira noite de MEO Arena

Já em competição, chega a Marcha de Alfama com ‘Os Santos devem estar loucos’, que retrata as mudanças que se vão sentindo nas ruas e no bairro, mas onde ainda se vive a tradição da Marcha. Organizada pelo Centro Cultural Dr. Magalhães Lima, a Marcha de Alfama tem como responsável João Ramos e Vanessa Rocha como ensaiadora. Nuno Lopes é o figurinista e cenógrafo e os padrinhos são a cantora Aurea e o estilista Paulo Battista. Os mascotes são Matilde Santos Almeida e Gonçalo de Lima Cruz. ‘Os santos devem estar loucos’, com letra de Maria do Rosário Pedreira e música e arranjos de Carlos Dionísio é a primeira marcha apresentada.

A segunda marcha inédita é ‘As Portas do Magalhães’, com letra de Maria do Rosário Pedreira e música e arranjos de Lino Guerreiro. A terceira marcha apresentada foi ‘Toma lá beijinhos’, com letra de Carlos Mendonça, música de Toy e arranjos de Carlos Dionísio. Marvila foi outra das Marchas a apresentar-se esta noite e levou o tema ‘Marvila à luz das velas’, que apresenta o bairro como guardião de diversos mistérios. Entre jardins, passagens secretas e salões iluminados por velas, a Marcha conduz o público por uma Lisboa antiga, feita de corredores labirínticos, encontros inesperados e histórias sussurradas ao cair da noite.

A Marcha de Marvila é organizada pela Sociedade Musical 3 d’Agosto de 1885 e tem como responsável Marco Silva. A porta-estandarte é Alexandra Silva, e o ensaiador é Paulo Jesus. Os figurinos e a cenografia têm a assinatura de Paulo Miranda. A marcha conta ainda com os padrinhos Luciana Abreu e Matay e os mascotes Beatriz Ferromau e Bernardo Baptista. A primeira marcha inédita é ‘Marvila à luz das velas’, com letra e música de José Vala Roberto e arranjos de Fernando Ramos. ‘Só Marvila’ é o segundo tema apresentado e tem letra de Mariana Peres e João Medeiros, música e arranjos de Fernando Ramos. O último tema apresentado é ‘Chegou Marvila’, com letra de Mariana Peres, música e arranjos de Fernando Ramos.

Ajuda e Alcântara

Na Ajuda, a Marcha levou ‘Do Palácio para a Avenida, as modas passam, Lisboa fica’, que mostra como as marchas unem os bairros no amor à cidade. A Marcha da Ajuda é organizada pela Academia Recreativa da Ajuda e tem como responsáveis Diogo Silva e Jorge Pimenta. O porta-estandarte é António Amândio e o ensaiador Rui Santos. Carlos Teixeira é o figurinista e cenógrafo da Marcha da Ajuda, que conta com os padrinhos Carolina Castelinho e Ricardo Martins Pereira e os mascotes Ana Fernandes e Gonçalo Pereira.

‘Toda a gente ajuda’, e Pra construir um palácio’, com letra e arranjos de Tiago Torres da Silva e música de Luís Moreira da Silva, foram os temas inéditos apresentados. O terceiro foi ‘Cá vai Ajuda’, com letra de Horácio de Carvalho, música de Ricardo Vieira e arranjos de Ribeiro da Silva. A marcha seguinte a apresentar-se no MEO Arena foi a bicampeã Alcântara, que mostrou que quer revalidar o título com o tema ‘In Lisbon’s heart, Europe’s coda – Alcântara está sempre na moda’, e que mostra como este bairro é um lugar único, que não se define por tendências nem por imitação.

A Marcha de Alcântara é organizada pela Sociedade Filarmónica Alunos Esperança e tem Francisco Ferreira como responsável. O porta-estandarte é Marcos Nunes e os ensaiadores Mafalda Matos e Vítor Kpez. Renato Godinho é o responsável pela cenografia e pelos figurinos. Os padrinhos são os radialistas Joana Cruz e Rodrigo Gomes e os mascotes Alice Oliveira e Simão Zambujo. Os temas apresentados são ‘A Moda de Alcântara, com letra de David Ferreira e Jorge Ramos, música de Nuno Feist e Pedro Granger e arranjos de Nuno Feist; e ‘Ser Alcantarense, como nós!’, com letra de David Ferreira e Jorge Ramos, música e arranjos de Carlos Dionísio.

Bairro da Boavista e Beato

O terceiro tema apresentado é ‘Alcântara somos todos nós’, com letra de David Ferreira e Jorge Ramos e música e arranjos de João Aborim. A penúltima marcha a apresentar-se foi o Bairro da Boavista, com o tema ‘Boavista há cautela’, que se inspira na figura do cauteleiro, que leva esperança, sorrisos e a promessa de sorte. A Marcha do Bairro da Boavista é organizada pela Associação Recreativa de Moradores e Amigos do Bairro da Boavista e tem como responsável Anabela Rebelo. Juliana Viegas é a porta-estandarte e Paulo Miranda o figurinista. Este também contribuiu na cenografia, a par com os Letra Esferovite. Os ensaiadores são Carla Fonseca e Dino Carvalho.

Os padrinhos são Soraia Tavares e André Leitão, e os mascotes Lourenço Silva e Maria Cardoso. Os temas inéditos apresentados são ‘Boavista que a todos conquista’ e ‘Boavista há cautela’, ambas com letra de José Condeça, música e arranjos de Nuno Feist. O terceiro tema apresentado é ‘Marchante da Boavista’, com letra de Flávio Gil, música e arranjos de Carlos Díonisio. O terceiro e último dia de exibições na MEO Arena terminou com a Marcha do Beato, com o tema ‘Na linha do progresso, o Beato vai a todo o vapor’, que traz a linha férrea que divide o bairro ao meio, mas que uniu a cidade ao mundo, integrando Lisboa na rede ferroviária, estando mais próxima do país e da Europa.

A Marcha do Beato é organizada pelo Grupo Recreativo Cultura Onze Unidos e tem como responsável Amílicar Mota. Rúben Mota é o figurinista e cenógrafo da Marcha do Beato, que tem ainda Daniela Mota como porta-estandarte e ensaiadora – nesta função fez-se ainda acompanhar de Tiago Mota. Os padrinhos são Mónica Silva e João Batista e os mascotes João Pereira e Matilde Afonso. Os temas inéditos apresentados são ‘Beato a todo o vapor’ e ‘ Olha quem é! É o Beato’, com letra de Joana Dionísio, música e arranjos de Rafael Leony, à semelhança do terceiro tema apresentado, ‘Plo Beato toda a vida’.

Carlos Moedas marcou presença nas três noites de exibições

As três noites de exibições no MEO Arena contaram ainda com a presença do presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Moedas, que referiu ter acompanhado os ensaios das marchas participantes, e, por esse motivo, ser uma testemunha da entrega e da paixão que os marchantes têm pelos seus bairros.

Findas as exibições, as marchas participantes preparam-se agora para descer a Avenida da Liberdade, na noite de 12 para 13 de junho. O júri, em 2026, é composto por Vítor Agostinho (presidente), Bruno Cochat (coreografia), Hélder Freire Costa (cenografia), José António Tenente (figurino), Maria Inês Almeida (letra), Osvaldo Ferreira (música) e Leonor Padinha (representante da EGEAC).

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