Ricardo Leão: “Vale a pena investir em Loures”

“Pequeno-almoço imobiliário em Loures” teve como objetivo promover a reflexão sobre a dinâmica do concelho, mas também as oportunidades de investimento num território em transformação e com forte potencial. Ricardo Leão, líder do Município de Loures, sustentou que o território oferece a centralidade e estratégica certas para se tornar num dos concelhos mais prósperos da AML. Em conversa com o “OL”, o CEO da VazConstrói enalteceu o líder da CML que “tem a estratégia certa para desenvolver o concelho”.

Loures tem vindo a afirmar-se como uma das localizações com maior dinâmica na Área Metropolitana de Lisboa (AML), dada a sua centralidade e pelo facto de estar servida por uma rede viária estratégica que facilita as deslocações para todo o país.

Foi esta ideia-base e ponto de partida para a realização da iniciativa “Pequeno-almoço imobiliário em Loures”, organizado pela Century 21 Portugal, realizado na Quinta Condes de Valadares, que reuniu os responsáveis do Município, construtores, arquitetos, agentes imobiliários e analistas do mercado.

A reunião teve como objetivo promover a reflexão sobre a dinâmica do concelho, os desafios da acessibilidade habitacional, mas também as oportunidades de investimento num território em transformação e com forte potencial residencial.

Concórdia entre setores promove desenvolvimento

Antes do encontro começar, o CEO da construtura VazConstrói, Armando Vaz, esteve à conversa com o presidente da Câmara de Loures durante largos minutos. Em declarações ao “OL”, o fundador e presidente da companhia, que tem sede no concelho de Loures, mas cujas construções estão presentes em todo o país, assinalou que estes tipos de reuniões, entre os responsáveis da Câmara e os promotores, assumem um carácter “de grande importância”, porque permitem “encontrar pontos de concórdia” entre o poder autárquico e os promotores, ajudando, também, a fazer face “à necessidade de desenvolver o concelho”.

Armando Vaz sublinhou ainda que “posição estratégica de Loures”, que “está muito perto de Lisboa e tem bons acessos”, tem permitido ao território ganhar uma “nova notoriedade”, dada a sua “centralidade”, mas também devido “à ambição do presidente da Câmara de Loures, Ricardo Leão, que está a desenvolver a estratégia certa para desenvolver Loures”.

Para o fundador da VazConstrói, o autarca “está a fazer um excelente trabalho” na liderança do Município. “O presidente Ricardo Leão é um homem que faz. E não está na Câmara para dificultar e criar entraves a quem pretende fazer, agilizando os processos e ajudado naquilo que pode”.

A sua companhia não está envolvida no plano de construção de habitação pública que está a ser realizado pela CML, mas Armando Vaz elogia a estratégia de construção de habitação municipal de Loures. “O Município sabe para onde quer ir e isso é fundamental para haver desenvolvimento”, sustenta o empresário.

Loures “tem um potencial enorme”

Coube a Ricardo Leão fazer a abertura do painel de oradores que apresentaram as suas visões sobre o futuro urbano e a transformação das cidades, pondo Loures “no centro” das oportunidades de investimento do setor imobiliário.

Depois de lembrar que está a trabalhar para reverter o estado de “estagnação” na qual Loures estaria submergido, Leão sublinhou o território “tem um potencial enorme”, pois “está no centro e não ao lado de Lisboa”, cuja “centralidade”, aliada a acessos estratégicos e ao desenvolvimento de novos projetos, tem vindo a atrair tanto quem procura qualidade de vida como quem pretende investir com critério.

O autarca destacou que, na sua visão, o progresso “também é feito com investimento privado”, reforçando que os privados “são muito bem-vindos no concelho”, comprometendo-se a desburocratizar e a fazer uma descriminação positiva de um “investidor que queira fazer um projeto de 100 milhões de euros” no concelho que, atualmente, “tem os mesmos tempos de espera que alguém que queira construir uma moradia”.

E referiu que Loures “é um dos concelhos da AML com maior potencial”, por ser um dos concelhos mais extensos da AML, num misto “sui-generis” de território urbano com uma “enorme zona rural”, com destaque para as freguesias de Lousa, Tojal e Bucelas.

Para Ricardo Leão, os investidores “procuram oportunidades” de negócio. E Loures “é hoje o território do futuro” da AML, tendo o Município criado para o efeito uma nova divisão municipal que tem a missão de agilizar os investimentos no setor imobiliário. Até porque as pessoas “precisam de casas para viver”, um problema que “só resolve pelo aumento da lei da oferta”, que combina a estratégia de construção de habitação publica com os promotores privados, sustentou o edil de Loures.

Ricardo Leão observou que a evolução do concelho, suportada por uma procura consistente, contribui para um cenário de valorização progressiva e sustentada, sendo mais do que uma alternativa a Lisboa, “Loures representa hoje uma extensão natural do seu crescimento”.

O autarca destacou o crescimento do concelho, que atraiu 500 milhões de euros de investimento privado nos últimos anos: “Um investidor procura um concelho geograficamente bem localizado, com boas vias de comunicação”, procurando também “rapidez da parte do Município”. Para garantir essa celeridade, Loures aposta numa estrutura dedicada aos grandes projetos.

Revisão de PDM

Ricardo Leão revelou ainda a “terceira via” para o desenvolvimento do concelho, estando já em cima da mesa a “revisão do PDM” com vista a “alargar a área urbana do concelho”, uma vez que toda zona norte do território possibilita “o maior potencial de crescimento de toda a Grande Lisboa”.

Com a vinda do Metropolitano para Loures e do LIOS (autocarros elétricos que circulam em carril próprio), abrem-se as portas a um novo ciclo de desenvolvimento no concelho. “Onde há metro, os preços das casas aumentam naturalmente”, pelo que os investidores devem ter em conta que “vale a pena investir em Loures” por ser um território de futuro e que irá certamente competir “taco a taco” com os concelhos mais prósperos da AML.

Com muitas palavras espirituosas e que fizeram saltar algumas gargalhadas entre a plateia, o autarca comparou-se a Isaltino Morais, por terem sido os únicos autarcas da Grande Lisboa que “ganharam as eleições com maioria”, mas afiançou que Loures “tem mais potencial do que Oeiras porque temos uma área muito maior” e os preços dos terrenos “são muito mais baixos”.  Ricardo Leão concluiu o depoimento pedindo o apoio dos promotores para levar a cabo a utilização dos terrenos municipais para continuar a “construir habitação pública” para a classe média empobrecida e os jovens de Loures.

 

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