“A TERTÚLIA DA RUA DO COMÉRCIO” POR JOÃO BARRETA

A EDITORA Book Hut Editores acaba de editar o livro “A tertúlia da Rua do Comércio”, do nosso colaborador João Barreta. Uma obra fundamental para todos aqueles para quem o comércio é mais do que comprar e vender, é mais do que atividade económica e mais do que números.

A compreensão do comércio e a sua importância no desenvolvimento económico do país são, de certa forma, os aspetos mais importantes desenvolvidos no livro “A tertúlia da Rua do Comércio”, da autoria de João Barreta, colaborador de Olhares de Lisboa e Mestre em Gestão do Território, que pretende que esta obra seja «um livro novo sobre Comércio e sobre comércios».

Em 2022, ano de tantas mudanças, quiçá de novos tempos, decerto de novas vontades, há, também, espaço para um livro sobre … os comércios, que se faz de tantos comércios, histórias de um tempo em que são os comércios que fazem acontecer o Comércio, jamais o seu contrário.

Pretensa ficção em prosa despretensiosa ou poesia ficcionada sem pretensiosismos, “A Tertúlia da Rua do Comércio” far-se-á ouvir, dar-se-á a ler, junto de todos aqueles para quem o Comércio é mais do que comprar e vender, é mais do que atividade económica, é mais do que números.  São, essencialmente, as palavras.

Este livro, como diz o autor, que se passa num “cenário tertúliante”, o protagonismo é dado aos figurantes (…), apesar de «sucessivamente se aparentar tão igual quase todos os dias».

Neste caso, o que importa, de facto, são as palavras que ficam, pelo menos, assim sempre espera quem as escreve e as deixa a todos os que com elas se venham a importar. Afinal, «tão ou mais importante, é que sejam muitos e muitas, aqueles e aquelas, que possam e venham a dedicar algum do seu tempo e da sua vontade à leitura das mesmas, do que elas lhes digam e do que elas lhe possam vir a revelar do passado, do presente, quiçá mesmo, dos futuros», defende João Barreta, que também pertenceu à Direção Municipal de Atividades Económica da Câmara Municipal de Lisboa.






«A tertúlia da Rua do Comércio”, segundo o autor, pretende «deixar uma palavra nova sobre o comércio».

Não tencionando, pelo menos não é pretensão do autor, que se trate de um novo livro sobre Comércio, mas sim um livro novo sobre Comércio, que não seja mais um livro sobre comércios, mas sim um livro mais … sobre comércios.

Esta Tertúlia pode ter acontecido em muitas localidades, em tantas ruas, com tantos comércios, portanto, por tantos comerciantes, no café central, porque não, aquando do surgimento do grande centro comercial, tantas vezes, apenas porque sim!

Neste livro, se teatralizado, num cenário que faz título, o protagonismo é dado aos figurantes, elenco e guião, constroem-se por si, dia após dia, sempre diferente, apesar de sucessivamente se aparentar tão igual a todos, quase todos, os dias.

É assim o nosso Comércio, são assim os seus Comércios, jamais se confundindo singularidades e pluralidade!

Quanto à Tertúlia, fica a dúvida se terá existido ontem, se existe hoje ou se existirá amanhã?

Ciente de que este livro não traz uma nova palavra que seja, pois todas elas são por todos conhecidas e usadas, de forma recorrente, fica a pretensão, esta sim, de poder deixar uma palavra nova sobre Comércio.

E, apesar de não proferida na “Tertúlia”, nem em quaisquer outros fóruns de reflexão sobre Comércio, será “aproximidade” essa nova palavra … nova?

A revitalização dos mercados municipais e do espaço público na cidade contemporânea tem sido, desde 2019, os temas principais abordados nos artigos de opinião de João Barreta, dados à estampa no site de Olhares de Lisboa.

Para João Barreta, como se deduz dos diversos artigos publicados ao longo destes três anos, o mercado representa um lugar determinante na construção da cidade. A sua origem está, intrinsecamente, ligada à condição de subsistência da população, quer no abastecimento, quer na troca de produtos. Por outro lado, também desempenha um papel determinante na vida social da população, sendo um polo na cidade, que privilegia o encontro de pessoas, que se caracteriza por ser um espaço em constante adaptação, dados os diferentes usos e necessidades que a sociedade estabelece, ao longo do tempo.

Aliás essa resiliência e capacidade de adaptação desses espaços está bem patente em artigos como «Mercado municipal de arroios: 80 anos de comércio resiliente em recuperação … permanente!»; «Mercados, municipais! Porquê?» e «As atividades económicas locais na orgânica do(s) município(s)?» e em «Pensar o comércio (…) a “preto e branco”?»

Por outro lado, uma tónica constante nos diferentes artigos de João Barreta prende-se com a missão dos mercados de gerarem um verdadeiro polo de atratividade económica e social, com o objetivo de os tornar mais atrativos, mais vibrantes e mais dinâmicos. Ideias que estão espelhadas em artigos como «A economia não pode parar, mas primeiro estão as pessoas», «Feiras e mercados – origens do comércio que, ainda, perdura(m)!», «Um contributo para o comércio no bairro alto, retratos do comércio da baixa de lisboa, à imagem da época!», «Quatro contos de quadros de uma quadra num só conto», «Os mercados municipais em Portugal – que futuro(s)?», e «O incêndio do chiado – o(s) largo(s) e a(s) loja(s)».

Artigo atualizado em 18 junho 2022

Quer comentar a notícia que leu?